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Regras, Normas e Limites. Como estabelecer?

Na educação dos mais pequenos é sempre uma tarefa exausta e desafiadora. Deixando muitas vezes pais, familiares, professores e técnicos sem o que fazer perante determinado comportamento que a criança tem. Não existe nenhuma fórmula, nem nenhum manual de “como educar”. Dado a complexidade do ser humano, não existem filhos iguais, pais iguais. Podemos sim, estabelecer algumas orientações, de forma aos pais, adaptarem da sua forma aos seus filhos.

Uma das bases essenciais à educação é a construção de limites. Mas o que são esses “limites”? Os limites são regras ou normas de comportamento que devem ser passadas aos mais jovens. Estes possibilitam um desenvolvimento moral, psíquico, afetivo, cognitivo e social mais saudável.

Ao definir regras aos mais jovens, estão a ser preparados para a vida real, onde nem tudo acontece quando e como se quer. Cabe então aos “agentes educadores” transmiti-las de forma a serem interiorizadas pelos mais jovens.

Quando não existem limites, o jovem vai crescer com uma deformação na perceção do outro, visto que para ela, só importa o seu querer, o seu bem-estar e o seu prazer. Como se o egocentrismo característico dos primeiros anos se desenvolve-se. Tendo consequências diretas para o seu crescimento e a sua vida adulta.

A falta de limites é caracterizada por descontrole emocional, ataques de raiva, dificuldade crescente de aceitação de regras, comportamento desajustado, desrespeito aos pais, colegas e autoridades, incapacidade de concentração, dificuldade para concluir tarefas, excitabilidade, baixo rendimento, agressões físicas se contrariado, descontrole e até problemas psiquiátricos. Todos estes sinais e sintomas, também estão presentes noutros casos, o que faz com que a “falta de limites” se confunda com outras perturbações, como por exemplo com a hiperatividade.

Colocar limites surge então uma forma de ajudar o jovem a alterar o seu comportamento, sem prejudicar a sua autoestima. É essencial, compreensão, estabilidade e coerência dos agentes educativos na contenção de comportamentos desadequados, substituindo-os gradualmente por comportamentos adequados.

Veja 8 dicas como estabelecer limites:

1 - Ofereça-lhe escolhas ou alternativas
Proporciona-lhe algumas opções limitadas de cumprir as ordens. Essa “liberdade de escolha” faz com que as resistências diminuam. Por exemplo: “É hora do banho. Queres tomar banho quente ou frio?”

2 - Seja firme
Quando existe uma resistência à obediência, necessitamos aplicar a disciplina, dizendo para parar com tal comportamento e obedecer às ordens imediatamente. Por exemplo: “Vai para o teu quarto agora!”. Os limites firmes são melhor aplicados com uma voz segura, sem gritos, e um sério olhar no rosto.

3 - Seja objetivo e positivo
Expressões como “porta-te bem” ou “não faças isso”, podem significar diferentes coisas para diferentes pessoas. Por outro lado, ordens como “não”, ou “pára” dizem a um jovem o que é inaceitável, mas não explica o comportamento pretendido. As ordens/regras devem ser concretas e objetivas, dizendo exatamente o que deve ser feito. Exemplo: “Fale baixo na biblioteca” invés do  “não grites”.

4 - Evite competições
Quando dizemos “Quero que vás já pra cama!”, estamos criando uma competição pelo poder. Ao comunicar a regra, faça-o de uma forma impessoal. Por exemplo: “São 8 horas, hora de se deitar”

5 - Explique o “porquê”
Entender o motivo de uma regra por vezes é essencial para que possa ser cumprida. Entendendo a razão para a ordem, ajuda a desenvolver valores, atitudes, comportamentos. Explique a razão em poucas palavras. Por exemplo: “Não mordas as pessoas. Isso vai magoa-as”.

6 - Seja seriamente consistente
Uma regra concreta de limite, é evitar uma ordem repetitiva. Uma rotina flexível (dormir às 8 da noite, às 8 e meia na próxima, e às 9 na outra noite) é um convite à resistência e torna-se impossível de cumprir. Rotinas e regras importantes na família deveriam ser confirmadas dia após dia, ainda que esteja exausto. Se você dá a oportunidade de contornar as suas regras, eles seguramente o farão.

7 - Desaprove o comportamento, não o jovem
É necessário que deixemos claro que nossa desaprovação está relacionada ao seu comportamento e não diretamente a eles. Não os estamos rejeitando. Longe de dizer “és mau” (desaprovação do jovem). Deveríamos dizer: “Não morda” (desaprovação do comportamento).

8 - Controle as emoções
Existem fases que necessitamos agir com mais calma e contar até dez antes de agir. A disciplina é basicamente ensinar como se comportar. Não se pode ensinar com eficiência se é extremamente emocional. Diante de um mal comportamento, o melhor é respirar por um minuto e depois perguntar com calma: “o que aconteceu aqui?”. Todas os jovens necessitam que lhe estabeleçam regras de comportamento. Quanto melhor aplicarmos os limites, maior será a cooperação dos jovens e menor será a necessidade de aplicar as disciplinas desagradáveis para que se cumpram. O resultado é uma atmosfera mais agradável e harmoniosa.

Fonte: Psicologia Free

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2 comentários:

  1. Que os pais e educadores saibam que as frustrações também são saudáveis ao desenvolvimento global da criança, que ouvir um não não faz entortar os dentes (risos) pelo contrário! Faz a criança crescer saudável! (saúde mental). Nenhuma criança deve pensar que é a dona do mundo, nem que suas vontades devem ser atendidas 100%! Como você disse, os limites fazem parte de nossa vida, e em todos os lugares existem as regras. Esperar uma receita pronta para transmitir as regras é uma perca de tempo, devido a subjetividade humana, mas algumas coisas podem ser consideradas como padrão, como as ótimas dicas que você listou no artigo! Achei ótimo! Caberá a cada responsável descobrir a melhor forma para a criança interiorizar as regras, o que ao meu ver não é um processo fácil, porém de extrema importância! Parabéns pelo artigo! Assunto muito relevante! ;)

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  2. Muito legal sua colocação, totalmente contundente ao tema. Realmente creio que tudo seja possível considerando a subjetividade e as particularidades de cada um. Regras e normas continuarão sendo regras e normas. A única mudança é a forma como elas são aceitas, interpretadas e questionadas por cada um. Como as crianças dependem de nós nesse processo de desenvolvimento, nos cabe sermos facilitadores/orientadores.

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