Festas de final de ano e o relacionamento com os pais

O final de ano tem uma representação “pesada” em nossa cultura. Mesmo para aqueles que possuem um apego menor pelos feriados de natal e réveillon, é um momento de auto percepção. Aquele momento que você para e avalia como foi seu ano, se suas expectativas foram atendidas ou não. Aquele momento também que você olha à frente, e se questiona se tem realmente algum planejamento para que as coisas continuem evoluindo, outras melhorem e algumas novas sejam criadas.

Nesse processo, para muitas famílias há a reunião dos parentes. Com eles acontece da mesma forma. Vários conflitos que estavam sendo ignorados são revividos e outros são aguçados por tocarem em determinados assuntos e expressarem seus posicionamentos sobre aquilo.

Para quem se incomoda com a festividade é preciso utilizá-la com lucidez e clareza como um agente de diagnóstico. Essas festas de fim de ano se tornam extremamente ricas em informações. Elas acabam que, direta e indiretamente, mostrando com muita clareza os pontos que você realmente precisa trabalhar.

Caso se sinta desconfortável com os pais, por exemplo, é um momento para se permitir o perdão, a aceitação e a nova construção de pensamentos, emoções e condutas nesse contexto, pois com toda certeza muitos dos problemas (vida profissional, amizades, saúde, relacionamento íntimo e etc.) em vida que está envolvido são decorrentes desse trauma familiar em aberto.

É preciso se permitir. Pare de visualizar os pais ou qualquer outro parente como eles tendo alguma obrigatoriedade sobre agir “assim” ou “assado” em relação a você. Foque em si mesmo. Na sua própria consciência, em seu próprio livre arbítrio. Permita que ele elabore respostas mais coerentes a esses estímulos que o incomodam pelo seu próprio bem. É preciso cair a ficha de que não precisamos nos punir pelo fato de uma ou outra pessoa querida ter nos desvalorizado ou tratado mal. É preciso tirar algum aprendizado disso.

Julio Furlaneto

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