prevenção

Esses dias fui levar meu filho ao dentista, meu amigo @mauricio.castello e estávamos trocando uma ideia. Ele faz um trabalho muito bom voltado para a prevenção na área odontológica.Aqui na minha área, na psicologia, também falo sobre procurar ajuda enquanto você não está mal, mas ainda não foquei de forma tão objetiva nessa questão preventiva quanto ele.

Achei interessante vir aqui e compartilhar com você o resumo das minhas reflexões sobre essa produtiva conversa.

E um jeito simples que encontrei de compartilhar com você essa informação é através de exemplos, da realidade.

 

Mudança

 

Pensei em alguns exemplos empíricos onde minha própria vida teria sido bem mais simples se tivesse buscado ajuda profissional antes (de forma preventiva):

 

Exemplo de mudança por prevenção – Caso 1

Me lembro de ter usado aparelho ortodôntico por anos quando era mais novo.

Fiquei com os dentes bem alinhados esteticamente.

Porém, relaxei logo após o final do tratamento. Nunca mais fui ao dentista, nem nada do tipo.

Advinha? Meus quatro sisos nasceram de forma tardia e entortaram a minha boca inteira. E o mais legal, não fiz nada enquanto isso acontecia. Agora, há pouco menos de dois anos fui lá extrair os quatro sisos, e terei que refazer alguns tratamentos para alinhar a estética e retomar a boa saúde bucal.

 

Exemplo de mudança por prevenção – Caso 2

 

Sempre gostei de atividade física, porém, na adolescência percebi que tinha um grau avançado de escoliose e aquele outro problema que não me lembro o nome, de acabar curvando os ombros para frente (observação – tenho 1,98m de altura… então imagina).

Maravilha… fui ao médico.

O doutor fez várias recomendações e a principal delas foi a atividade física para fortalecer a musculatura das costas, lombar, ombro e abdome. Fiz um tempo de natação, basquete, karatê, taekwondo e fui para a musculação por volta dos 18 anos.

Fiz muitos exercícios físicos sem orientação, sem informação, mal executados, que talvez tenham mais prejudicado do que ajudado meu corpo físico. E isso por anos, sem orientação profissional.

Há um ano (34 anos) tive que fazer uma cirurgia na coluna pela soma da irresponsabilidade e genética favorável ao problema. Ganhei algumas placas e parafusos de titânio na coluna para contar história.

 

Exemplo de mudança por prevenção – Caso 3

 

Quando era mais novo tinha conflitos com os meus pais. Percebei que sentia dificuldade de ajustar e criar realidades leves e saudáveis dentro de casa.

Lá depois, quando comecei a cursar psicologia, que fui lá depois, por necessidade da profissão, procurar um psicólogo para me atender. Tive que lidar com tudo isso que havia deixado para trás.

 

O que eu quero te mostrar com esses exemplos?

CASO 1 – Se eu tivesse me prevenido, mantivesse o contato preventivo com um dentista, economizaria muito tempo e dinheiro agora, e não precisaria refazer muita coisa passando por vários desconfortos.

 

CASO 2 – Se eu mantivesse orientação profissional de um fisioterapeuta, um profissional de educação física, talvez não tivesse que operar a coluna antes dos 35 anos de idade, ou pelo menos diminuído os danos e desconfortos.

 

CASO 3 – Se eu tivesse me permitido ir ao psicólogo lá atrás, quando era mais jovem, teria evitado tantos desgastes desnecessários na vida, e principalmente, com a minha família.

 

Poderia dar muitos outros exemplos aqui de situações que passaram na minha cabeça, mas todas elas tem o mesmo ponto em comum:

 

“Se tivesse buscado e aceitado a ajuda profissional de forma preventiva, evitaria problemas e viveria melhor, ou pelo menos de maneira mais confortável.”

 

O que concluo com esse conteúdo é que se você acredita que alguma área profissional possa melhorar a sua qualidade de vida, aqui e agora, mesmo que você não considere que tenha um grande problema sobre ela, busque-a.

Inclua a ideia preventiva sobre a sua vida.

A melhor hora de ir ao dentista é quando você está sem dor.
A melhor hora de ir ao psicólogo é quando você não está surtado de ansiedade ou deprimido.
A melhor hora de procurar um profissional de educação física, fisioterapeuta ou nutricionista é quando você pensa em melhor e iniciar algo.
A melhor hora de ir ao médico fazer alguns exames é quando você não está doente.

 

“A melhor hora de arrumar o telhado é quando não está chovendo.”

 

Sem saúde não te sobra quase nada.

 

Julio Furlaneto
Psicólogo CRP 14/05550-0