autoestima

 

Na psicologia, a autoestima é vista como o conceito que descreve a avaliação que o sujeito faz de si próprio.

 

É preciso ter cuidado ao compreender determinados conceitos.

 

Por quê?

 

Uma avaliação parte do sentido de você ser bom ou ruim em determinado aspecto, e isso pode ser perigoso.

 

É preciso compreender a avaliação como algo descritivo. Apenas a descrição daquilo que foi observado e avaliado em um sentido positivo de poder melhorar características que afetam a sua qualidade de vida. Isso não necessariamente quer dizer que são coisas ruins, mas é o que você apresenta naquele momento.

 

Dessa forma a aceitação fica mais fácil, bem como o início de um movimento de trabalho nesse sentido.

 

Então vamos lá!

 

Como fazer essa avaliação sobre sua autoestima?

Simples. Como você se sente em todos os campos da sua vida? Se a resposta for negativa há por trás da atividade uma autoestima insatisfatória. Caso seja positiva está tudo bem e o desenvolvimento continuará fluindo. 

 

Exemplo 1:

No campo do relacionamento você não se sente satisfatório em relação ao seu parceiro. Percebe-se como alguém sem algum tipo de valor ou não digno de algo – baixa autoestima.

 

Exemplo 2:

No trabalho você acredita não ser justo o que acontece, porque você tem tanto potencial e estudo adquirido, mas não é remunerado e valorizado adequadamente – baixa autoestima.

 

Exemplo 3:

Na família você acredita ser julgado pelos demais por alguma característica diferente e isso interfere diretamente na sua qualidade de vida – baixa autoestima.

 

Perceba que a autoestima de má qualidade está diretamente ligada ao julgamento feito sobre as coisas.

 

Então, aqui fica o primeiro grande passo: é preciso, no literal, se julgar menos para desenvolver uma boa autoestima. Se julgar menos no sentido de parar de achar que o outro pensa isso porque faz aquilo e aquilo outro interfere em você.

 

Quem quer trabalhar uma boa autoestima precisa cuidar de si próprio, e isso requer foco, atenção e total dedicação. Isso também é o oposto de egoísmo, pois a condição real para aqueles que querem ajudar outras pessoas em prática é estarem muito bem. Você só dá o que tem. Essa é a lei da vida. Esteja bem para fazer o bem.

 

É preciso perceber que você não precisa necessariamente estar “para baixo” para se encontrar em um estado de baixa autoestima.

 

Exemplo:

Pessoas que parecem exteriormente estarem bem (bom humor, saúde física, boa conversa e etc.), mas que precisam de um volume altíssimo de atenção para si para se sentirem bem.

 

Estão sempre praticando a autopromoção exagerada de como são boas nos contextos que conseguem praticar. Não é uma regra, mas um exemplo possível característico do quadro de baixa autoestima. 

 

Por quê?

 

Porque uma pessoa que precisa de muito estímulo externo para ter o mínimo de satisfação interna terá grandes oscilações negativas quando não encontrar esses estímulos.

 

Colocar sua vida na mão de fatores fora do seu alcance não é algo sábio. Então, nos momentos que se encontrar mais sozinha consigo mesma a baixa autoestima aparece, desencadeando sintomas negativos, tal como a diminuição da criatividade, que afeta todo e qualquer tipo de construção produtiva e benevolente.

 

Poderia ser dado aqui uma infinidade de exemplos, mas o intuito não é julgar uma conduta ou outra, mas sim clarear meios para que você identifique essa baixa autoestima, pare, e mude para melhor.

 

Não apenas por algum conceito filosófico bonito, mas pela valorização da sua qualidade de vida e de todos aqueles a sua volta que são influenciados por essa. 

 

Só há uma maneira de realmente se sentir bem nessa construção e aconselho que isso seja testado em prática:

 

Seja benevolente aos demais usando da sua essência, criativamente, valorizando e aceitando quem você realmente é. É essa conduta que gera o preenchimento, que gera a sensação de amor próprio e favorece à estabelecer a boa autoestima.

 

Sair desse padrão de baixa autoestima pode ser uma grande jornada, bem como pode ser mudada através de um único pensamento.

 

Lembre-se: você tem uma subjetividade única dotada de livre arbítrio, ou seja, infinitas possibilidades de realizações.

 

A questão é: independente de qual caminho escolha, será necessário trabalho! Quando se encontra em um estado de baixa autoestima significa estar na zona de conforto já há algum tempo. É difícil aceitar isso, porque muitos podem acreditar se esforçar demais para sair disso e não conseguirem, mas justamente isso é que faz parte da zona de conforto. Tentar sem realmente mudar os pensamentos, as emoções, os paradigmas e o sistema de crenças que fizeram com que criasse esse contexto.

 

A mudança obviamente tem que ser interna, mas você vive em um mundo material externo. É preciso adaptar esse contexto. É preciso deixar o ego de lado e escolher as pessoas, por exemplo, que lhe fazem bem, e não aquelas que você quer manter por apego ou qualquer questão que seja, mas te prejudicam.

 

É preciso fazer o mesmo com ambientes sociais e de trabalho. E o mais importante, é preciso fazer isso com amor e alegria, traduzindo, produzindo bons níveis de serotonina e dopamina para o seu cérebro.

 

Para ter boa autoestima é preciso fazer um bom plantio.

 

Uma coisa que certamente não vai colaborar de forma alguma para que se melhore a autoestima é reclamar e se sentir uma vítima das circunstâncias. 

 

A reclamação além de ser um dos maiores desperdícios de tempo existentes, reforça suas crenças limitantes. Crenças que mantêm o foco no problema. Para resolver algo é preciso focar em solução, e quando não a tem, é preciso construí-la.

 

Se sentir como vítima da situação? É! Ninguém pode julgar quem se sente assim ou de qualquer outra forma, mas é preciso compreender a realidade.

 

Quando você é vítima de algo, pouco se pode fazer sobre o assunto. Por outro lado, enquanto protagonista, você pode escolher os detalhes de como tudo pode acontecer.

 

É muito simples, apenas uma questão de escolha. Só é difícil para a maioria das pessoas, pois se acostuma a viver dentro de um paradigma de que é preciso sofrer para viver bem, e isso não é verdade. É preciso evoluir. Ter bons pensamentos, que desencadeiam boas emoções, que por sua vez produzem boas ações. Esse contexto faz um plantio sadio e adequado para a construção de uma boa autoestima.

 

Pensando ainda no bom desenvolvimento de uma autoestima, vamos para outro ponto importante:

 

Descansar.

 

É preciso entender o momento de parar e recuperar as energias. Não é preciso se sacrificar para trabalhar a sua autoestima.

 

O sacrifício por definição se refere a privação de algo por troca de outra coisa. Nosso foco é a prosperidade, a abundância, por isso vamos usar a palavra trabalho em vez de sacrifício. Trabalhar si próprio. Desenvolver-se com total dedicação, porém, respeitando seus momentos.

 

Há momento para tudo, mas no que se refere ao descanso, como saber a hora de parar?

 

Além do óbvio que é a parte física que dá sinais de desgaste, há a questão mental. O corpo precisa descansar para reajustar-se, e esse sem descanso adequado não funciona perfeitamente.

 

Mentalmente falando é a mesma coisa. Se você colocar muita pressão em cima dos seus pensamentos, raciocínios, desejos, etc, vai retardar ou parar qualquer trabalho que esteja desenvolvendo.

 

Todos nós somos dotados de infinita criatividade. Essa criatividade é usada em todo os contextos da vida. Para acessá-la é preciso silenciar a ansiedade, o estresse e as preocupações, pois uma mente sobrecarregada não consegue fazer isso. 

 

Dito isso, descanso é fundamental para construir boa autoestima.

 

Indo para o próximo ponto. Avalie a sua postura como ser humano.

Mantenha a espinha ereta e os olhos para frente. Olhe com desejo, coragem e bons pensamentos. Sem isso não há como construir muita coisa. A sua autoestima precisa de reconhecimento próprio.

 

É preciso ter afeição e respeito por si próprio. Para isso é necessário se conquistar. O jeito mais fácil de conquistar alguém é despertar atenção em um sentido positivo. E a melhor parte, tudo isso pode ser feito de forma amorosa e benevolente. Na verdade, é o melhor caminho. Onde os resultados realmente acontecem e a saúde se expande como um todo.

 

Não é preciso ser esnobe ou mal tratar nada de ninguém, pelo contrário, é fundamental se respeitar e respeitar o próximo. É isso que agrega valor para você e ao próximo. É isso que lhe fará se sentir bem, influenciando também de forma positiva sua autoestima. 

 

Ao aceitar a condição de se manter de cabeça erguida e se respeitando, terá que dar muitos “não” à vida e pessoas para que possa continuar se desenvolvendo. E isso faz parte.

 

Tentou conhecer uma pessoa e essa pessoa não te deu moral? Bola pra frente! Com certeza há outra pessoa incrível que vai te valorizar e ajudar a desenvolver novas experiências.

 

Algum projeto, empreendimento ou emprego não deu certo? Bola pra frente!

 

Não esqueça nunca. Temos prazo de validade! A única certeza que temos nessa vida é a morte. O mínimo à fazer é aproveitar ao máximo esse período. Curtir, se divertir, ajudar com seu trabalho e sua compaixão todos que puder e cuidar de si próprio, respeitando sua própria individualidade e fazendo bom uso dela.

 

Partindo desse princípio de valor ao descanso e a boa postura, é preciso ir para outro ponto:

 

A resiliência:

 

Se faz necessário ser resiliente. Ser resiliente no sentido benevolente do conceito. Aguentar e suportar as condições necessárias para a mudança. Para construir boa autoestima.

 

Considere mudança como todo processo positivo para o seu desenvolvimento. Tudo que possa afetar positivamente suas relações, seu trabalho, sua saúde e a prosperidade nesses, e em todos os outros contextos possíveis da vida.

 

Resistir na dor apenas por apego à determinada situação é uma receita infalível de sofrimento. É preciso ser resiliente consigo mesmo. Acreditar, sentir-se bem por isso e fazer. Insistir em você.

 

Quando você se adapta, se ajustando às mudanças, sua autoestima se eleva. Você percebe que tem potencial ilimitado independente da sua realidade. Sua vida melhora. Para os que têm a consciência mais preocupada com os outros, é esse o caminho.

 

É preciso estar bem para ajudar o próximo em um sentido mais amplo. Cuidar de si é o oposto de um conceito egoísta. Egoísmo seria esperar que um outrem cuide de você enquanto você não faz nada. Só se dá o que tem. Desenvolva-se!

 

E novamente, se achar necessário, descanse.

 

Quando se diz que é preciso ter foco em tudo que se faz, isso se refere realmente a tudo. Para se sentir bem, para ter boa autoestima é preciso estar bem. O descanso é parte fundamental desse processo.

 

É comum cometer o erro de misturar no momento de descanso pensamentos e projeções para soluções de problemas passados, presentes e futuros, sabotando o próprio descanso.

 

Quando me refiro a descanso não estou falando apenas de ficar deitado ou dormindo. Um bom banho, tomar um café, assistir um filme, estar com a família ou amigos proseando, ou qualquer outra coisa que o faça bem sem um gasto de energia alto. Apenas alegria e entretenimento. 

 

Esse descanso ajudará à encontrar criativamente possibilidades e soluções para qualquer situação que você esteja passando. Não é preciso colocar pressão sobre o problema. Faça todo o possível enquanto pode, trabalhe duro e solte, descanse. Repita o ciclo. É preciso respeitar o corpo e as próprias necessidades para alcançar uma melhor autoestima.

 

Descansado, restado?

 

Agora você pode pensar no próximo passo.

 

PARE DE ESPERAR DOS OUTROS

 

Quando se passa por algum problema de baixa autoestima é natural acreditar e/ou esperar que outras pessoas o agradem, elogiem e o procurem de alguma forma para que você possa se sentir melhor. Essa crença é pouco produtiva e na maioria das vezes frustrante.

 

Tudo na vida segue uma lógica. Como em uma área profissional, ganha dinheiro aquele que consegue elaborar o melhor trabalho de forma criativa dentro das necessidades econômicas e sociais do momento em que vive, para se relacionar funciona da mesma forma.

 

Você atrairá exatamente as pessoas com experiências e pontos de vista semelhantes a como se sente. Ou seja, se não estiver se valorizando, se desenvolvendo, cuidando de si, investindo, se divertindo, em resumo, estando bem, não há motivos para pessoas com esse perfil se sentirem atraídas por você.

 

Seria até injusto, não acha?

 

Qualquer mudança começa inicialmente em você, no seu interior, na sua maneira de pensar, sentir e fazer. Por isso, não é preciso se preocupar ou ficar ansioso com resultados e futuros relacionamentos. Esses são consequências naturais de tudo o que você pensa, sente e faz. Cuide de si e os estímulos que você imagina criar para melhorar sua autoestima virão naturalmente.

 

Pulando mais um nível no aprendizado para a boa autoestima, você precisa entender e aceitar os processos de Catarse.

 

Quando você muda uma conduta, um sistema de crenças, começa a pensar, sentir e fazer diferente, é preciso deixar as catarses necessárias acontecerem. 

 

Em outras palavras, é preciso deixar limpar o lixo, e por vezes, essa limpeza causa desconforto. Isso pode acontecer tanto no sentido psicológico como somático (manifesto no corpo).

 

Mas, por que a catarse é necessária?

 

Bom! Imagine a vida como uma conta bancária. Se você pega dinheiro emprestado com juros e não paga, isso se torna uma dívida. Quanto mais tempo demorar à pagar, maior será a dívida, e essa terá que ser paga para resolver o problema.

 

Na sua vida funciona da mesma forma. Talvez você tenha passado um longo período com hábitos ruins, pensamentos ruins, ansiedades, estresse ou qualquer outra coisa negativa.

 

De repente, decide melhorar, mas toda aquela carga negativa foi absorvida e ajustada por você, pelo seu corpo como um todo. Essa dívida também precisa ser paga. 

 

Por isso, olhe para a catarse como um processo positivo e necessário de aprendizado. É a própria prova concreta de que as coisas estão se arrumando. Você é um ser de infinitas possibilidades, desenvolva-se e aproveite!

 

Catarses geram a limpeza para que um nova e boa autoestima se instale.

 

Diante esse processe é fundamental avaliar o seguinte:

 

É preciso aceitar o fato de que para estimar-se, pare ter boa autoestima, se faz necessário se movimentar.

 

Sempre que, em qualquer contexto da vida você parar em algum tipo de zona de conforto, isso proporcionará problemas em curto, médio ou longo prazo.

 

Por que isso acontece?

 

Pelo simples fato do ser humano estar em constante desenvolvimento. Precisamos evoluir, tal como precisamos nos alimentar. Essa é a chave para a saúde mental. Estar desenvolvendo suas infinitas possibilidades.

 

Para isso é preciso abusar da sua criatividade. A criatividade é crescente e flui para aqueles que estão bem, fazendo alguma coisa. Mas pode ser de difícil acesso para os que se encontram deprimidos e ansiosos.

 

Silenciar os barulhos negativos é fundamental para que o seu lado criativo flua, mas tome cuidado! Silenciar não significa fingir que algo não existe. Não funciona assim. Se há um sofrimento, uma dou ou anseio, é real, mas cabe a você diminuir o significado disso, configurando uma nova definição mais saudável, que te aproxime de quem realmente você é em essência, bom, produtivo e com boa autoestima.

 

resiliencia

 

 

Leitura complementar que indico:

 

Caso tenha interesse em ingressar para nosso grupo do TELEGRAM, estamos de braços abertos para lhe receber.

 

 

Julio Furlaneto

Psicólogo CRP 14/05550-0

2 comentários

  1. […] necessidade da autoestima, como podemos ver no blog do psicologofurlaneto, uma visão de um profissional da […]



  2. […] As coisas não vão mudar para você; […]